1. EDA — Análise Exploratória
O que esta entrega decide
O EDA não é um álbum de gráficos: é onde a equipe escolhe o dataset e descobre o que vai atrapalhar o treino depois — desbalanceamento, vazamento, escalas incompatíveis com a ativação, ausências não aleatórias. Cada achado aqui deve virar uma linha do plano de pré-processamento no fim da página, e é esse plano que as duas entregas seguintes executam.
As aulas de Classes → Data no site da disciplina dão a estrutura: tipos, distribuições, qualidade, desbalanceamento, vazamento, split e pré-processamento.
1. Dataset
Nome, fonte, licença, dimensões e por que este dataset. Se houve troca em relação a uma ideia anterior, diga qual e por quê.
2. Estrutura e tipos
Quantas amostras, quantas features, e o tipo de cada uma (numérica contínua, discreta, categórica nominal, ordinal, data, texto). Aponte as que estão com o tipo errado no arquivo bruto — um CEP lido como inteiro é numérico para o pandas e categórico para o modelo.
| Feature | Tipo | Cardinalidade / faixa | Observação |
|---|---|---|---|
3. Variável alvo
Distribuição do alvo e o que ela implica.
- Classificação: proporção por classe, razão entre a maior e a menor.
- Regressão: distribuição, assimetria, cauda, presença de zeros ou censura.
Figura 1 — Distribuição da variável alvo.
Responda
O quão desbalanceado está? Um classificador que sempre responde a classe majoritária acerta quantos por cento? Esse número é o seu baseline — as entregas seguintes precisam superá-lo.
4. Análise univariada
Distribuição de cada feature relevante: medidas de posição e dispersão, e o formato. Não gere 40 histogramas; escolha os que mudam alguma decisão e explique o critério.
5. Análise bivariada e correlações
Relação entre as features e o alvo, e entre as features.
Correlação alta demais com o alvo é suspeita
Uma feature que prevê o alvo quase perfeitamente costuma ser vazamento: informação que só existe depois do fato que você quer prever. Investigue antes de comemorar.
6. Qualidade dos dados
Valores ausentes
| Feature | % ausente | Padrão (aleatório?) | Tratamento planejado |
|---|---|---|---|
Ausência raramente é aleatória. Se falta mais em um grupo do que em outro, o próprio "estar ausente" carrega informação.
Duplicatas e inconsistências
Linhas repetidas, categorias escritas de formas diferentes, unidades misturadas, datas impossíveis.
Outliers
Como foram detectados e o que será feito com eles — e por quê. Remover outlier é decisão de modelagem, não faxina.
7. Riscos de vazamento
Liste as fontes de vazamento identificadas e como cada uma será contida.
flowchart LR
raw[Dados brutos] --> split{{split treino/teste}}
split -->|treino| fit["fit_transform<br/>(estatísticas saem só daqui)"]
split -->|teste| apply[transform]
fit --> model[Modelo]
apply --> model | Risco | Onde aparece | Contenção |
|---|---|---|
| Estatísticas calculadas antes do split | Ajustar transformadores só no treino | |
8. Plano de pré-processamento
A saída desta entrega. Uma linha por transformação, ligando cada uma a um achado acima.
| # | Transformação | Features | Motivo (seção) |
|---|---|---|---|
| 1 |
9. Estratégia de split
Proporções, estratificação, e o que impede uma mesma entidade de cair nos dois lados (agrupamento por usuário, por data, por sessão).
Results summary
| # | Métrica | Valor |
|---|---|---|
| 1 | Amostras | |
| 2 | Features (antes / depois do encoding) | |
| 3 | Features com ausentes | |
| 4 | Maior % de ausência em uma feature | |
| 5 | Linhas duplicadas | |
| 6 | Razão de desbalanceamento do alvo | |
| 7 | Acurácia (ou erro) do baseline trivial | |
| 8 | Maior correlação feature–alvo | |
| 9 | Amostras treino / teste após o split |
Conclusão
O que o dataset permite e o que ele impede. Se algum achado inviabiliza a tarefa pretendida, é aqui que a equipe muda de rumo — ainda dá tempo.